Vocês podem achar loucura, mas não gostei muito de Woody Allen no início. Comecei a conhecê-lo através de “Tudo pode dar certo” (Whatever Works), filme dirigido por ele em 2010. Não gostei muito, mas como não se pode julgar um cineasta por apenas um filme, resolvi assistir à “Vicky Cristina Barcelona”. Apesar de ter a belíssima Penélope Cruz no elenco, também não gostei. A história não me prendeu. Comecei então a me considerar um louco, o mundo todo define Allen como um gênio e só eu não gostava. Decidi então assistir à sua obra de maior destaque. “Noivo Neurótico, Nova Nervosa” (Annie Hall), de 1977, conquistou os Oscars de melhor direção, melhor roteiro original, melhor atriz (com Diane Keaton) e melhor filme. Foi um marco na carreira de Woody Allen. O filme conta a história de um judeu que faz análise há 15 anos, personagem do próprio diretor, e que se apaixona por uma cantora em início de carreira. Os dois rapidamente passam a morar juntos e vivem diversas crises conjugais.Finalmente, descobri porque todo mundo ama o famoso diretor. Com diálogos inteligentes e frases geniais, o filme é ótimo para rir e refletir. Há duas cenas magníficas: a primeira, quando eles começam a se conhecer e durante a conversa, aparece na tela o que cada um está pensando. E a segunda, quando a imagem é dividida para mostrar, ao mesmo tempo, o diálogo de cada um com seu respectivo psicanalista.
O ponto negativo ficou para o título em português. Quem foi o maluco que transformou “Annie Hall” em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”? Além de grande, é muito cafona. Está mais para nome de filme que passa na Sessão da Tarde do que para um vencedor de tantos Oscars.
Por fim, a história cresce nos últimos minutos, mostrando que utilizaram bem a dica de fechar com chave de ouro para deixar uma boa impressão. E foi exatamente isso que ficou. Viva Annie Hall! E viva a inteligência de Woody Allen!
Termino com uma frase de Groucho Marx, que o personagem principal cita mais de uma vez no filme: “Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio.".
Até semana que vem.
O ponto negativo ficou para o título em português. Quem foi o maluco que transformou “Annie Hall” em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”? Além de grande, é muito cafona. Está mais para nome de filme que passa na Sessão da Tarde do que para um vencedor de tantos Oscars.
Por fim, a história cresce nos últimos minutos, mostrando que utilizaram bem a dica de fechar com chave de ouro para deixar uma boa impressão. E foi exatamente isso que ficou. Viva Annie Hall! E viva a inteligência de Woody Allen!
Termino com uma frase de Groucho Marx, que o personagem principal cita mais de uma vez no filme: “Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio.".
Até semana que vem.
seu primeiro erro foi assistir Tudo Pode dar Certo antes de Annie Hall.
ResponderExcluirO primeiro é a versão moderna do segundo, com menos entrelinhas filosóficas.
=]
é preciso paciência e muita mente aberta pra compreender os filmes do Woody.