Olá, queridos leitores do nosso blog! Tô aqui para falar de livros, alguns lançamentos, autores, livros que viraram filmes, etc. Espero que gostem e sintam-se à vontade para elogiarem, reclamarem, dar dicas e até mesmo me corrigir, se for o caso.
Então, vamos ao primeiro post !
Primeiramente, escolhi os dois últimos livros que li, que por acaso são do mesmo autor. "Malu de Bicicleta" e "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva. Na verdade, não foi bem por acaso, vou explicar.
O Fred, meu amigo e um dos outros autores daqui do blog, me emprestou o Malu de Bicicleta. Adorei a leitura, leve, com um toque de bom-humor e corri atrás de outros livros do autor. Me falaram do Feliz Ano Velho e comecei a ler também.
Pra quem não conhece, Marcelo Rubens Paiva é escritor, autor teatral e jornalista. Até hoje, tem nove livros publicados, sendo Feliz Ano Velho, o seu primeiro. Depois escreveu Blecaute, Ua Brari, Bala na Agulha, Não é tu, Brasil, Malu de Bicicleta, As Fêmeas, O Homem que Conhecia as Mulheres e A Segunda Vez Que Te Conheci.
Feliz Ano Velho foi publicado em 1982. Marcelo conta sua história a partir do dia em que sofreu o acidente que iria mudar sua vida dali pra frente. Um mergulho numa cachoeira, em 1979. Bateu com a cabeça numa pedra e ficou tetraplégico. Ele decide então relatar toda a sua difuculdade, como sua vida mudou a partir dali e como era antes, mas nunca com tristeza. Teve seus momentos tristes, claro, pois tinha apenas 19 anos quando tudo aconteceu.
É de ótima leitura, simples, gírias de uma época um pouco distante, década de 80, o que, na minha opinião, faz do livro um diferencial. Ele relata alguns de seus casos amorosos, como era sua vida na faculdade, o carinho de seus amigos na época do acidente e o sofrimento de sua família por causa do sumiço de seu pai, Rubens Paiva, na época da Ditadura. Tudo isso me deu a impressão de que ele escreveu com uma imensa saudade, ou seja, o livro parece ser um tipo de agradecimento à todos que passaram pela sua vida e o ajudaram a superar as consequências do acidente. Virou filme, em 1987. Em 1988 venceu nas categorias de melhor figurino, melhor som, melhor roteiro e melhor fotografia, no Festival de Gramado. Eu adorei o livro, mas nunca assisti ao filme, então se alguém já assitiu, pode me dizer o que acharam?
Publicado em 2003, o livro marca a volta de Marcelo à literatura, depois de algum tempo dedicando-se ao teatro. Conta a história de Luiz, um completo apaixonado por mulheres. Que tipo de mulheres? Todas. Sem exceção. Viaja para o Rio de Janeiro a fim de descansar, passar férias e acaba conhecendo Malu de forma inesperada e se apaixona a primeira vista. Largou tudo e a levou para São Paulo, aonde viveram juntos. Mas não foi feliz pra sempre e eu não vou contar o final, lógico.
Eu, particulamente, amei o livro. Tanto que, como disse anteriormente, foi a partir dele que comecei a pesquisar outros do autor. Marcelo escreve muito bem, com forma simples e ao mesmo tempo, complexa, com idas e vindas pela história. Abusa bastante do erotismo e seus detalhes, mas sabe a forma certa de fazê-lo, para não deixar o livro muito vulgar. Luiz, um completo hedonista é o narrador, que conta a história de cada uma das mulheres que passaram pela sua vida, como era sua relação com elas, inclusive com Malu. Por causa dela, tornou-se ciumento, imaginando coisas que só aconteciam em sua cabeça. Ou não. Bom, você precisa ler para descobrir.


A Segunda Vez que te conheci também é muito bom! Recomendo totalmente! Mas não gostei de Blecaute.
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